16 de junho de 2014

(Das auto) O de sempre

"Cadê o Modric? Cadê o Di María? Cadê o Bale? O Benzema?", pensava o portugês.

Copa do Mundo, jogo 12: Alemanha 4x0 Portugal - Tem coisas na vida que não mudam.O dia ter 24 horas, seus pais falando "eu avisei" quando você acaba de fazer uma besteira e José Mayer ter pego no mínimo 50% do elenco feminino das novelas em que participa e os outros 50% terem uma quedinha por ele. No futebol também coisas que não mudam e elas foram mostradas no jogo de hoje.

- Alemanha forte? O de sempre.
- Temperamento do Pepe, que foi arrumar confusão perdendo de 2x0? O de sempre.
- Portugal ter um Wellington Paulista como camisa 9? O de sempre.
- Nani, a eterna promessa portuguesa, decidir uma partida? O de sempre.
- Cristiano Ronaldo se sentindo mais isolado do que Tom Hanks em "Náufragro", onde ele pelo menos tinha a bola Wilson como companheira? O de sempre.

E foi isso. Uma tranquila vitória alemã, que veio com um esquema de 4 zagueiros na defesa. Tudo para parar Ronaldo, que teve sua chance logo no início do jogo. E só. E os gols alemães foram saindo: dois de Thomas Müller e um de Hummels no primeiro tempo. E mais um de Müller no segundo tempo, expondo toda a fragilidade portuguesa. Vale lembrar que tenho lá minhas dúvidas sobre o pênalti que abriu a goleada, sofrido por Götze em entrada de João Pereira. Um amigo me disse que estou maluco por não ter visto o pênalti, que foi claro. Talvez eu precise de óculos.

De Portugal, destaque apenas para Fábio Coentrão, que saiu machucado e não deve jogar a próxima partida. Éder, que entrou no lugar do inoperante Hugo Almeida, lutou. João Moutinho e Raul Meireles, as referências do time, sucumbiram.Vai precisar tirar esse saldo de gols em um grupo que não é a carne assada que alguns imaginam: Gana e Estados Unidos podem causar problemas.

Sobre o lado alemão, gostei de Götze e Toni Kroos. Impressiona a capacidade de posições que Müller pode jogar. Hoje foi de centroavante, indo marcar o goleiro adversário em bolas recuadas. A Alemanha vai chegar, meus caros. O de sempre.

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